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Região Nordeste: A África Brasileira
Incrível, tão rica para os que a conhecem e tão pobre para os que não a conhecem. Na verdade não se trata de terra de contrastes. Excetuando o litoral, todo o restante é expressão da pobreza.

Benê Cantelli


                          Incrível, tão rica para os que a conhecem e tão pobre para os que não a conhecem. Na verdade não se trata de terra de contrastes.  Excetuando o litoral, todo o restante é expressão da pobreza. Espetacular, até na pobreza, de onde nasceram os maiores humoristas, grandes cantores e alguns pensadores. Parece, pelo menos entre nós brasileiros, que a pobreza é gênese de alguns talentos.


                          Terra cantada por tantos. Nascedouro do Brasil. Primeira cidade, primeira Capital, primeiros governos, primeiros encontros entre os conquistadores e nossos irmãos.  Não foi em vão e, nem sem sentido que, Pero Vaz de Caminha, conhecendo um pouco do nosso solo, afirmou: “Aqui é terra, onde, em se plantando, tudo dá”.


                          À época, tanto as índias como as primeiras brasilindias, tinham corpo esbelto e raríssimas gordas. Encantavam os plebeus portugueses, como nossos mais nobres escritores. Nomes como Paraguaçu e Iracema, são extraordinários exemplos dessas nossas primeiras índias.


                         Olhando a África, de maneira geral, ou ao primeiro impacto, agiganta-se aos nossos olhos a pobreza extrema em que vivem nossos irmãos negros. No entanto, contrastando a tudo isso, dois países afloram em primeiro lugar no mundo, na produção de ouro e diamante, África do Sul e Zaire, respectivamente. Ainda podemos destacar a grande produção de petróleo do continente em Angola, Egito, Nigéria e Argélia, entre outros.


                        O Nordeste é nossa região primeira na produção de Petróleo.  Foi ali, também, o primeiro Poço, em Lobato na Bahia.


                        Foi a primeira em produção Salina, com destaque até hoje, e com notável produção de açúcar, também.


                        Em tudo, há algo a destacar, porém, enfatizo a produção literária que foi a primeira no tempo, com o advento da Escola Quinhentista e o tão propalado Barroco.  Nestas primeiras Escolas, verificamos, também, a presença de alguns escritores Camonianos, de origem Lusitana.  


                        A identificação de nosso Nordeste com a África, baseia-se, outrossim, no povoamento da região. Os primeiros negros que chegaram ao Brasil, todos como escravos, fixaram-se no Nordeste, principalmente na Bahia e Pernambuco. Chegaram junto com o primeiro Governador Geral, Tomé de Souza, em 1549.


                       Na atividade econômica da Região o destaque fica por conta da presença negra escrava nas lides da cana de açúcar e, mais tarde, principalmente no Sudeste, as plantações de Café. Os traços humanísticos entre África e o Nordeste são de expressiva identificação.


                      Com notável diferença, podemos dizer que entre as duas regiões, verifica-se a presença do elemento escravo: O negro nos tempos coloniais, e o branco, nordestino, até nossos dias.


                      Onde houve o começo de uma colonização ou povoamento, lá estavam os irmãos nordestinos. Fugindo ou escapando da fúria nefasta da natureza, sem chuva e muito sol, foram para todas as demais regiões onde as condições de trabalho e da própria natureza não fossem tão anecúmenas.


                     O primeiro lugar no Brasil a ter uma região agrária, com divisão de terra oficial, foi a nossa em 1946, conhecida como a primeira Reforma Agrária movida pelo Governo central. A maioria dos detentores dessas “terras” foram os nordestinos que ocuparam regiões desde a Vila Vargas, até as barrancas do rio Paraná.  A figura do “candango” nordestino que veio trabalhar na fundação de Brasília é muito conhecida. E se formos um pouco mais longe no território e distância no tempo, vamos à Região Norte e lá nos idos de 1601 em diante, a figura do retirante nordestino tem sua presença marcante.


                       Estar sempre onde o trabalho é mais sacrificante e a mordaça é a marca do “patrão” podem exemplificar a figura do escravo.  Todo início de desbravamento em todo o território nacional, lá estava o “escravo branco”, nordestino.


                       Em nenhuma outra região brasileira há maior identificação entre as duas como o Nordeste e o continente Africano.


                      Bom dia e melhores tempos para todos nós.


                                                                       Professor e Campista


                                                                    bncantelli1@gmail.com


                      


 


                                   


 


 

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