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Mudança na filosofia das empresas é fundamental para o crescimento da economia colaborativa no Brasil
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 “O pensamento industrial impede a propagação da economia colaborativa no Brasil”, comenta Pedro Waengertner, sócio fundador da ACE – três vezes eleita a Melhor Aceleradora de Startups da América Latina, que enxerga nas grandes empresas uma dificuldade estrutural no desenvolvimento de colaboradores por meio de uma cultura incentivada por desafios.



Durante reunião do G100 Brasil, nesta terça-feira, o especialista em marketing expressou que o mercado empresarial passa por mudanças estruturais e caminha para um cenário em que não basta investir em novas tecnologias sem que a filosofia de recursos humanos também seja transformada.  Para Pedro, o futuro será formado por um ecossistema socioeconômico construído em torno da união de recursos físicos, tecnológicos e intelectuais.



 



Ele ressalta o fato que, antigamente, o trabalhador médio buscava um plano de carreira no qual passava quase vinte anos na mesma empresa. Enquanto, hoje em dia, o tempo médio de um jovem no mesmo emprego é de cinco anos. “Fomos educados para achar que a empresa oferece um plano de carreira e que devemos segui-lo passo a passo. Como é que vou acreditar neste plano se não sei o que vai acontecer com esta empresa? ”, comenta Pedro ao lembrar que a disrupção dos negócios caminha para um modelo em que o incentivo a criatividade força as empresas a chegar ao limite extremo de suas atividades. Nesta relação, a tendência média é que, no futuro, o tempo produtivo de uma empresa será de quatorze anos. 



 



O CEO da ACE destaca que não há mais tempo para tratar os funcionários como se fossem uma família. Para ele, é importante que o colaborador tenha em mente a sua função para o projeto. “Nós estamos juntos, com objetivos que possuem um início, meio e fim. Quando isto acabar, talvez você vá embora, talvez permaneça para outros desafios”, explica.



Para ele, a responsabilidade do colaborador é de se jogar em coisas que vão desafiá-lo constantemente, enquanto cabe as empresas a criação de um ambiente que gere oportunidades e garantem a mobilidade e autonomia para novas conquistas. Para isto, é necessário a mudança de mentalidade.



 



Ainda de acordo com Pedro, a inovação não é um problema de tecnologia, é um problema de design organizacional. É pensar em um modelo que permita às pessoas a tomada de decisões. O Brasil possui uma herança de grandes corporações em que o funcionário é treinado para exercer atividades repetitivas, nas quais é remunerado por desempenho.  “Este formato funciona quando você tem um negócio estabelecido, mas não quer dizer que só porque seu ramo dá lucro, ele não esteja morrendo”, ressalta.



 



Ele conclui dizendo que o mercado brasileiro ainda não é dinâmico, as empresas não têm uma tradição de serem ameaçadas e morrerem rapidamente, aqui elas sobrevivem, de modo que os conselhos administrativos tendem a achar que as mudanças estão mais distantes do que realmente estão.  Por sua vez, isto afeta a relação com seus colaboradores de espírito empreendedor, que por falta de incentivos, se veem forçados a migrar para em startups.



 



Sobre o G100 Brasil – Composto de 100 Membros (empresários, presidentes e CEOs), mais 15 Membros (economistas-chefes e cientistas políticos) efetivos e nomeados, reúne destacadas lideranças empresariais do País em busca do desenvolvimento da sociedade e de suas organizações, em reuniões mensais fechadas e restritas aos seus Membros.



 


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or outro, há também uma crítica à mentalidade adotada pelos players do segmento, tanto os hoteleiros, quanto intermediários de não enxergarem uns aos outros como parceiros de um mesmo setor.
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