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Amor por servir ao próximo vai além da vida pessoal dos irmãos Rosa

Amor por servir ao próximo vai além da vida pessoal dos irmãos Rosa 1

Podemos definir família como duas ou mais pessoas, com ou sem laços sanguíneos, que são unidas, compartilham bons momentos, têm afinidades, se compreendem e, principalmente, se amam.

Em cada unidade do Governo do Estado, encontramos vários tipos de famílias: aqueles servidores que compartilham horas do seu dia com colegas de trabalho e os consideram como parte da família; casais que se formam e até mesmo aqueles que possuem o mesmo DNA.

No Dia da Família, comemorado ontem, uma história nos chamou atenção. De três irmãos que vieram do interior de Mato Grosso em busca de conhecimento e que hoje se sentem realizados por fazer parte do quadro de servidores efetivos do Governo de Mato Grosso do Sul.

Estamos falando de Arenice Maria da Silva Rosa de Azevedo, auditora do Estado na Controladoria-Geral do Estado (CGE); Agrícola Pedroso da Rosa Filho, assessor técnico da presidência do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS); e Maria Auxiliadora Silva da Rosa de Araújo, assistente social aposentada pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast).

De uma família de 15 filhos, sendo nove biológicos e seis adotivos, alguns irmãos além dos nossos três personagens também vivenciaram a experiência de ser servidor público, assim como sobrinhos e cunhado.

Eles contam que os pais sempre foram os maiores incentivadores para estudar, mas que o progresso do irmão mais velho em Campo Grande também serviu como inspiração para buscarem uma vida melhor na capital morena.

“Minha mãe sempre incentivou muito a gente a estudar. Sempre falou que o que ia ajudar muito a gente era o estudo. Nós todos viemos do interior, então a gente tinha que estudar e passar em um concurso era uma das nossas alternativas”, analisou Maria Auxiliadora.

Pedroso ainda complementou a fala de sua irmã, dizendo: “a gente tinha que pensar em alguma coisa para melhorar um pouco de vida e os exemplos da própria família, isso nos incentivou com certeza.”

Dos três, a primeira a passar em um concurso público foi Arenice em 1984. Logo em seguida, em 1985, foi a vez de Maria Auxiliadora, que permaneceu três décadas no serviço público, e por fim veio a aprovação de Pedroso no ano de 1989.

Quem conhece bem a família sabe que uma característica de todos os irmãos é o amor ao próximo – ação que talvez seja justificada pela grande religiosidade que possuem – e essa atenção também é presente no ambiente de trabalho.

“No serviço público, principalmente se você atende ao público, eu acho que tem que ser de você mesmo, tem que fazer o trabalho e atender bem. Eu acho que essa é uma obrigação do servidor”, reflete Pedroso.

Arenice pensa da mesma forma. “Já exerci vários cargos de chefia e sempre pensava em ajudar o servidor. É importante que a gente tenha esse relacionamento e a pessoa pense que pode contar comigo”.

“E você está contribuindo com a sociedade. Você está ajudando um servidor, mas você também está ajudando toda a sociedade melhorar”, conclui Maria Auxiliadora, que sente saudades do ambiente de trabalho já que ficou tanto tempo atuando no que ama.

Por conta desse amor, os três irmãos servidores, inclusive, já receberam reconhecimento seja do próprio órgão, colegas de trabalho ou instituições externas. “Eu, graças a Deus, até hoje tenho pessoas do Detran que me ligam para conversar. Eu aposentei e até hoje o pessoal da Sedhast me liga, me procura”, diz Maria Auxiliadora.

“No segundo ano que estava na Sejusp, fui a servidora padrão e também já recebi medalha da Polícia Militar pelo trabalho que eu desenvolvi”, conta Arenice. Pedroso relembra que “eu também fui homenageado duas vezes pelo Exército Brasileiro pelos bons serviços prestados.”

Os irmãos também são gratos a todas as oportunidades que tiveram e amigos que fizeram e cultivaram ao longo dos anos. “Eu sempre falo que o Detran por dois anos, no período dos anos 90, foi escolhido o melhor Detran do país. Então a gente tem que lembrar daqueles servidores antigos, que hoje ainda tem alguns trabalhando, como eu, outros que já se aposentaram e alguns que já estão em outro plano junto a Deus. Então a gente tem que agradecer e lembrar desses servidores que lutaram e que elevaram o padrão do Detran e outras secretarias para esse nível que a gente se encontra hoje”, destacou Pedroso apoiado pelas duas irmãs.

Olhando para trás e reconhecendo tudo que conquistaram, Arenice e Maria Auxiliadora, que já tem filhos adolescentes e adultos, incentivam que eles estudem para concurso e sigam seus passos. Já Pedroso que tem dois filhos pequenos, diz que pode incentivar, mas deixará eles escolherem.

Além de compartilhar a missão de servir ao público com suas irmãs, Pedroso também conheceu a sua esposa no serviço público e constituiu a sua própria família. “Eu e a Karim nos conhecemos no local de trabalho. Aí foi indo, começamos o relacionamento e hoje estamos casados e com dois filhos”.

Hoje, eles que dedicaram anos de suas vidas para o serviço público, enfrentando desafios e vivenciando mudanças de estrutura e, principalmente, tecnológicas são enfáticos e unânimes para afirmar que sentem orgulho da trajetória de cada um.

E esse orgulho não é somente deles. Seus pais, quando vivos, viram todos eles bem encaminhados, trilhando um caminho promissor e aprovados no concurso público. “Eles ficaram orgulhosos. Quando chegávamos em Araguaiana, minha mãe fazia questão de sair mostrando para todo mundo. Sei que nós aprendemos muito com a vida, porque lá em casa era uma vida tão boa”, relembrou Arenice.

“A vida não é fácil, mas nos consideramos vencedores. Chegamos com uma malinha só nas costas. A vida não está fácil para ninguém, mas nós temos um emprego, uma família estruturada, onde cada um se ajuda, e temos dignidade”, completou Maria Auxiliadora.

Ana Letícia Gaúna, SAD

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